a fortiori

Saturday, July 15, 2006

.um olhar te trará todas as respostas.

E,
olhando para você
meu mundo para de repente.

Imagino se você sente o mesmo, ou se são apenas os meus olhos que já não fixam nada além da sua imagem.

Olhe, olhe para mim.

É em um olhar que sabemos o que sentimos, o quanto sentimos. E é indescritível.

É nesse momento congelado que percebemos o quanto faz falta. O que era, o que foi, o que representou. E a saudade que deixa...

É na ausência da sua extasiante presença que percebo o quanto me faz falta. E se me pego suspirando pela casa, andando entre cortinas e ressuscitando o teu pó... é que me lembro, me lembro do teu e do meu olhar. Aquele que parava o vento, que congelava sons e varria o mundo e de nada eu percebia. Nada enxergava. Nada...
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Encontrando palavras e enumerando as causas. Nada justificaria o que ocorre. Nada representa a minha coerente resposta que há muito procuro. Resposta esta perdida e distante, que me embaça a vista e já não sei exatamente se procuro a verdade ou aquilo que desejo ouvir para minha libertação.

O que acontece quando sentimos a presença do que não está em nosso alcance? O que acontece quando algo mais forte parece tentar nos dizer que ainda existe vida no inanimado? Seria uma verdade tentar conciliar sinais e provas fáticas? Seria um erro sufocar esses pensamentos e viver calando desejos eternamente...?

A mudança de brisa repentina me sussurra aos ouvidos coisas que desejaria calar. Embora o silêncio também me torture, pois na sua calmaria encontro melhor visão às minhas memórias. Não aceito mais opiniões e tampouco quero ouvir a minha. Não discuto mais com a razão, pois ela mesma já se subordinou à loucura. E de mãos dadas ao vento e pés atados no silencio, continuo beirando a margem de uma resposta, e todas não são as que quero ouvir. Melhor desistir agora, mas isso seria encurralar-me para sempre.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Essa última parte é muito boa!!! Mesmo! "A mudança de brisa repentina me sussurra aos ouvidos coisas que desejaria calar. Embora o silêncio também me torture, pois na sua calmaria encontro melhor visão às minhas memórias.", " E de mãos dadas ao vento e pés atados no silencio, continuo beirando a margem de uma resposta, e todas não são as que quero ouvir. Melhor desistir agora, mas isso seria encurralar-me para sempre." Realmente muito bom! Quanto sentimento! Gatinha! Lindo!

July 31, 2006 1:46 AM  

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