a fortiori

Saturday, August 05, 2006

Escolhas...

A vida segue mesmo pelo rumo do que escolhemos?
Damos o molde e a força motivadora de impulsos de atos que não são de nossa natureza?
Imputamos a culpabilidade e a responsabilidade de atos q cometemos e que não condizem com nossas virtudes a outras pessoas.
Mas não seria a vida uma realização de escolhas?
Tudo o que fizemos e fomos perante pessoas e situações. Personagens em placo. Secundários em pleno cenário... Escolhas e decisões? Talvez não parecessem no momento. Seguindo o fluxo de acontecimentos talvez...
Mas creio que a frase é dotada de verdade. Fizemos o que escolhemos. Atuamos em nosso e no teatro de outrem porque queríamos assim. E o príncipe se faz sapo, a adormecida não levanta mais. Quem fez as escolhas certas e erradas definiu o final que não esperava. Às vezes escrevemos certeiramente o desfecho. E por escolhas, a escrita se dissolve. Palavras mortas imputadas a vida, com acontecimentos anônimos que perimitimos cometer, desviando-se do rumo que desejamos.
Por que agimos catastroficamente sem percebem o mal que carregamos consigo mesmos?
A mente humana é muito tola e falha. Confiança e respeito são as coisas mais difíceis de conquistar e manter. Nada existe sem o respeito. Ele não só agrega valores de suma relevância, mas limita as atitudes como nunca.
Mas o mais imperdoável é a falta que cometemos conosco. O desrespeito com a própria pessoa. Somos personagens de nossa estória, onde quem comanda a pena e seus sucessivos mergulhos ao tinteiro somos nós. Se fizemos ou deixamos de fazer, muitos são os motivos de nossa exculpação. Mas no fundo sabemos a verdade: se quis assim, desejo interno manifestado. A imputabilidade de nossas ações somente condiz a nos mesmos. Nunca culpe o outro por suas falhas e por ter saído da rota de seu plano perfeito. As pessoas mudam, conceitos mudam. E o plano, principalmente o mais certeiro, muda. Muda.
Voltar atrás é impossível. Há de existir no mundo alguém, que em um futuro não muito distante (por favor) seja capaz de voltar no tempo e viver não só os momentos felizes, mas de transformar os dotados de lamentação posterior. A lamentação se arrasta pela vida e carrega consigo muita coisa que nos poderia ser proveitosa.
Não permita que o tempo apague suas lembranças. E não permita que a imputabilidade seja passada adiante. Assuma seus comprometimentos. Reconheça suas atitudes. E acima de tudo saiba que o que aconteceu foi desejo e criação sua. Seja o dono do mundo que desenha para si. Olhos únicos. E o mundo é seu.

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