a fortiori

Tuesday, September 19, 2006

fim de tarde, então

Tardes aflitas no frio atônito. Descalço e meus receios escorrem pelas mãos.
Chão frio, tarde supostamente ocupada. Ócio do corpo, ocupação da mente. Milhões de palavras sem freios invadem minha mente e gelam o peito. Nem um som externo. Tampouco silencio aqui dentro de mim.
Esqueça de suas preocupações por breves segundos. Respiração de quem deseja o que não se tem, de quem quer saber o que não se comprova.
O corpo na cama teme que escutem seus receios. Pede que escorram suas tormentas por entre os lençóis. E que talvez, em minutos de sono, lembranças e futuros se encontrem as vontades internas que se manifestam em suspiros e olhares perdidos na janela.
A cada dia, a cada cheiro, a cada gole de café. Um pensamento entra em cena, e toma as rédeas da razão, guiando pelos caminhos vagos da emoção.

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