A borboleta presa em minha mente bate as asas incansavelmente. Presa, encurralada, mas desesperada pela brecha que lhe retorna a liberdade.
E se o mundo que lhe foi destinado seja este mesmo? Só este? É. E se neste pedacinho de espaço, e se neste grupo de pessoas, e se neste tudo é sim para você?
Seria um erro buscar maiores contentamentos do que os que já possuo? Será que minha condição existencial é um eterno reclamar e almejo de coisas maiores? O alcance é de esforço. Mas até que ponto passar a vida alcançando diversas etapas e nenhuma preencher a lacuna? O que é que falta para quem aparentemente tem tudo?
Tudo menos minha sanidade e compreensão. Minha saúde está em migalhas. E quem a esfarela diariamente (oh, god!) sou eu. Buscando apoio agora. Só agora. E faz dois anos que me omito dessa catastrófica situação... tsc tsc... Mentiras cínicas que disse a mim mesma! Tola! Quem menos amo e menos cuido nessa vida sou eu. E, ironicamente, quem mais busco no emaranhado de conceitos sou eu. Discuto comigo sobre quem sou ou quem desejo me tornar. Este assunto já está tão sobrecarregado de informações e argumentos que lhe despejo um silêncio necessário por ora. Embora minha mente continue a ouvir vozes de opiniões alheias diariamente. Deveríamos poder suspender no ar certos assuntos. Contemplar um silêncio ao invés de ouvir gritos que clamam respostas que ainda não tenho!
Desejo. Desejo. Desejo-te. Quero mais.
O que mais?

