Vasculhando um compartimento esquecido, encontro o tema de certas memórias (póstumas?).
Don't stray
Don't ever go away
I should be much to smart for this, You know it gets the better of me
Sometimes when you and I collide, I fall into an ocean of you
Pull me out in time, don't let me drown
Let me down, I say it's all because of you
And here I go losing my control
I'm practising your name so I can say it to your face
it doesn't seem right to look you in the eye and
let all the things you mean to me come tumbling out my mouth
Indeed it's time to tell you whyI say it'sInfinitely true
Say you'll stay
Don't come and go
Like you do
Sway my way
Yeah I need to know
All about you
And there's no cure, and no way to be sure, why everythings turned inside out
Instilling so much doubt
It makes me so tired, I feel so uninspired
My head is battling with my heart
My logic has been torn apart
And nowIt all turns sour, Come sweeten Every afternoon Say you'll stayDon't come and goLike you doSway my wayYeah I need to knowAll about you
Say you'll StayDon't come and goLike you doSway my wayYeah I need to knowAll about you
Its all because of youIts all because of you.
música de Bic Runga, cantora Neozelandeza que acho maravilhosa!
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Ahhhhhhrg!!
Tpm é a pior coisa!!! Aviso aos homens que, não, nós mulheres não gostamos desse período ridículo e sem utilidade, que nos deixa completamente vulneráveis e ao mesmo tempo inatingíveis pelo ódio alimentado contra o sexo oposto. Pra que serve a tpm? Pra que!? Só para deixar-nos completamente malucas! E deixar os outros confusos! E para acabar com o sentido de qualquer coisa que um diz se fez sensata! Aaaaaaaaaarhh!!!!
Não suporto a minha própria presença. Mas como diria uma comunidade infame no Orkut: “eu não consigo fugir de mim!!!” É, se alguém um dia conseguir... aí sim posso dizer que já vi de tudo nessa vida...
Mas enfim. Retomo ao meu pensamento inicial que me motiva a escrever em uma noite que desejaria gritar, matar e espancar qualquer coisa. (fase do ódio, caros amigos, cuidado!!!) Mas não é só de ódio que vive a nossa querida tpm. Entre outras milhares de mudanças de humor repentino, outra que se revela fortemente e em diversas ocasiões é a melancolia. Meeeeo Deus!! Ninguém merece.... é tanta melancolia, que me pego com a testa franzida, do além, e quando percebo há um nó em minha garganta. Que raios é isso!? Sim, é uma pequena e fracamente manifestada vontade de chorar. Como sou controlada é obvio que não debulho um fio de lágrima sequer. Mas, imagine se não fosse? Ia chorar em propagandas de margarina! (porque é claro que a querida tpm aguça nossa percepção de tudo de ruim que existe em si mesma: o cabelo, a espinha, as banhas que teimam em não entrar na sua blusinha nova, a falta de um namorado, ou o cara que não ligou – “justamente hoje! Grrr!! Será que ele sabia?! Aaah com certeza sabia!!! Ou será que é porque sou gorda?! É por isso que ele não ligou!? É sim. Tenho certeza de que é porque não sou gorda.”-, o esmalte que descascou, a gordura novamente, a altura, o nariz, as pernas, queria menos coxa, ninguém, me ama, ninguém me quer, e por aí vai..... Uma série de pensamentos caracterizados como incentivos ao suicídio! Mulher que nunca teve esses pensamentos que jogue a primeira pedra.
A melancolia atinge no fundo do poço. E além de buscar razões justificantes para este estado agonizante de vazio e inutilidade no nosso físico- que fica completamente distorcido, diga-se de passagem – buscamos no nosso intimo todos os fatos que ocasionariam essa lesiva condição sufocante. Vulneravelmente, abrimos gavetas de memórias que não gostaríamos de vasculhar. Assim, encontramos todas as respostas do por que estamos nos sentindo assim, como um dia fomos capazes de ter aquela conduta como certa, e geramos mais ódio na tentativa frustrada e infeliz de espantar a tristeza e parar de olhar para o comercial de margarina – nesta fase já querendo arremessar a televisão pela janela.
Mas no comercial de margarina, a aparente felicidade e amores perfeitos não é a questão que nos irrita. O que nos irrita nesses dias é o fato de atribuir a justificação desses sentimentos advindos de uma função orgânica natural da mulher, a dados passados que não condizem com nossa situação atual. Mas é muito mais fácil atribuir as agonias infundadas da tpm com algo fático, não é? Precisamos alimentar nosso vicio de justificar os sentimentos.
Sabe de uma coisa? Há sensações que dispensam descrição, comentários e principalmente justificações. E sabe de uma outra coisa senhorita tpm? O que aconteceu,aconteceu, e de nada adianta se remoer pelo leite derramado!! Óooo!! Dias dramáticos estes! Quem é mulher sabe do que estou falando. O importante é não deixar a lamuria tomar conta da vivacidade, e principalmente, que a senhorita tpm não perceba o que está conseguindo nos forçar a lembrar e a sentir.
Não quero mais pensar no que seria se tivesse sido diferente. Seria diferente ué! E tão somente isso. Avalorando meus sentimentos passado e meus conceitos inoportunos, que me proporcionaram situações de conforto e também de desespero. Mudo constantemente, mas por incrível que pareça procuro por algum tipo de estabilidade. Ainda não sei dizer referente à quê, mas que está difícil descobrir está. Principalmente quando estava procurando nos lugares errados... em pessoas que não qualificam-se a me dar o que preciso, o que mais preciso. Acho que antes de mais nada deva conhecer a si mesmo, ou no mínimo saber decidir o que se quer e por quanto tempo. É importante condicionar nossas ações fáticas à realidade que a vincula com outras realidades. Não se vive sozinho nesse mundo. E meu grito passado (e sufocado) de revolta é a falta de caráter e a ignorância das pessoas que esquecem de criar uma consideração com o próximo a quem por tempo (in)determinado se vinculou. Se avalorar meu passado é difícil, é porque a cada fase do mesmo eu agreguei tanto conteúdo, tanta importância...que torna-se complicado irrelevar esses fatos. Muito mais fácil é colocá-los na gaveta... Porém, existe sempre um período do mês que me pega de sobressalto, espiando minhas memórias tão bem escondidas....
Nunca estamos seguros de si. Nem em nossa própria companhia.