a fortiori

Monday, July 24, 2006

palavras que não necessita proferir....

Seria possível mascarar sonhos e sensações perante os demais para que ninguém descubra o seu verdadeiro desejo?
Acho q basta um olhar de quem se é compatível parar perceber na essência tudo o que falta e o que é necessário para completar-se.
Eu não encontro palavras que serviriam para contar o que se passa. Palavras não são suficientes. Nunca foram.
Descubro na cínica alegria a motivação de seu silêncio. E pensa que não se percebe o que há por trás de seu calar inocentemente perturbado.
O doce do mel escorrega entre os dedos. E as chaves giram mais uma vez. Não existe nada melhor do que perceber que o que ficou para trás não é o que realmente precisava.

Saturday, July 15, 2006

.um olhar te trará todas as respostas.

E,
olhando para você
meu mundo para de repente.

Imagino se você sente o mesmo, ou se são apenas os meus olhos que já não fixam nada além da sua imagem.

Olhe, olhe para mim.

É em um olhar que sabemos o que sentimos, o quanto sentimos. E é indescritível.

É nesse momento congelado que percebemos o quanto faz falta. O que era, o que foi, o que representou. E a saudade que deixa...

É na ausência da sua extasiante presença que percebo o quanto me faz falta. E se me pego suspirando pela casa, andando entre cortinas e ressuscitando o teu pó... é que me lembro, me lembro do teu e do meu olhar. Aquele que parava o vento, que congelava sons e varria o mundo e de nada eu percebia. Nada enxergava. Nada...
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Encontrando palavras e enumerando as causas. Nada justificaria o que ocorre. Nada representa a minha coerente resposta que há muito procuro. Resposta esta perdida e distante, que me embaça a vista e já não sei exatamente se procuro a verdade ou aquilo que desejo ouvir para minha libertação.

O que acontece quando sentimos a presença do que não está em nosso alcance? O que acontece quando algo mais forte parece tentar nos dizer que ainda existe vida no inanimado? Seria uma verdade tentar conciliar sinais e provas fáticas? Seria um erro sufocar esses pensamentos e viver calando desejos eternamente...?

A mudança de brisa repentina me sussurra aos ouvidos coisas que desejaria calar. Embora o silêncio também me torture, pois na sua calmaria encontro melhor visão às minhas memórias. Não aceito mais opiniões e tampouco quero ouvir a minha. Não discuto mais com a razão, pois ela mesma já se subordinou à loucura. E de mãos dadas ao vento e pés atados no silencio, continuo beirando a margem de uma resposta, e todas não são as que quero ouvir. Melhor desistir agora, mas isso seria encurralar-me para sempre.

Sunday, July 09, 2006

(discurso em frente ao espelho)
Discurso como um meio de fuga
Como um meio de demonstração da minha falta de coragem
Como meio de libertação de coisas que não entendo
E não pretendo entender
Sinto falta daquilo que não foi
Daquilo que não existiu e do que eu gostaria de ter me tornado.
E agora surgem novas oportunidades, muito mais atraentes que as de antes. Oportunidades sinceras ou não, mas que são exatamente o que sempre desejei.
E porque não?
Oportunidades.
Caminhos,
Escolhas.
Quando postos bem na nossa frente não os queremos mais.
Por que desejamos o indesejável e menosprezamos a possibilidade da perfeição?
Seria possível não cair em tédio profundo desfrutando da perfeição e das coisas certas?
Quanta busca ao antagonismo e a ilusão. Liberto-me da busca pela felicidade colorida e contos de fada. Liberto-me de procurar o que me completa. E passo a completar-me a cada dia com diferentes formas de preenchimento. Já não condiciono minhas alegrias a uma só forma de apoio. Sim apoio. Era só apoio...
Afinal, se fossemos para viver perfeitamente como a vida nos parece em planos e sonhos montados em nossa mente dissimulada, seriamos felizes de verdade?
Deixe seus preceitos e formulas no passado. Construa a sua felicidade, a sua vida. E perca as ilusões. Perca as ilusões meu bem.


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Sabe quando você cria imagens e situações na sua mente (que só sua mente iludida poderia ser capaz de criar) correspondentes ao seu real desejo de realidade? Aqueles momentos detalhadamente montados que queríamos tanto viver...
O que acontece se cada pedacinho dele começasse a emancipar-se do mundo imaginário e transcender-se para o mundo real? Não seria maravilhoso? Aposto que de imediato diria sim, mas... não é bem o que acontece.

Uma vez uma grande pessoa me disse: “se você realmente acreditar, se você realmente querer, você consegue o que quer que seja.” Rebato esta frase com outra filosofia: “cuidado com o que deseja.”

Sonhos românticos iluminados, meus sucessos de estupendo desempenho profissional, meus amigos perfeitos e os momentos mais legais imagináveis... creio que de tanto criar acepções deste tipo, alguns elementos de meus desejos realmente passam ao mundo real. Mas não do modo que gostaria.

Adianta alguma coisa ver o homem que você não ama dizendo as coisas que você sempre sonhou em ouvir? Adianta as oportunidades passarem e as expectativas a um passo de conquista e ser domada pela insegurança? Adianta ser salva por quem não brilha? Adianta o sufocar de quem não se suporta? Adianta a bela paisagem e a falta de olhar para contemplá-la? Adianta a festa e a falta de vontade de vibrar? Adiantam as boas notas e credibilidade e a falta de motivo para continuar? Adianta a manifestação de sonhos em fragmentos não posicionados de acordo com as necessidades reais?

Tenho medo. Medo de viver apenas em fragmentos e nunca conseguir organizar o meu todo. E a cada dia que passa, distancio-me ainda mais do meu ilusório perfeito, que nem seria tão impossível de alcançar... Mas coloco à minha frente obstáculos identificados que me prendem e me desviam. E já não sei mais qual caminho estou traçando e nem qual o sentido que teria tudo isso. Não sei qualificar a situação positiva ou negativamente, pois existe a falta de caracterização suficiente de meu espírito para condicionar a minha essência, que seria um guia preciso e distante de falhas. Ou talvez o meu problema seja que penso de mais... E prolongo-me em temas que dispensariam ponderação por seu grau de complexidade e indefinição.




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é.
e agora?



“As vezes não precisamos merecer algumas coisas. Elas simplesmente acontecem.”

Um amigo meu me disse isso hoje.
No momento, essa frase aplica-se melhor do que nunca.
Mas, sempre acreditei que havia um vínculo entre os fatos. “As coisas acontecem por algum motivo”... mas parece que realmente, as vezes não tem motivo. Não tem.
Então como manter-se calmo diante de maus acontecimentos, ou como querer passar bem a semana depois de uma tormenta forte? Se não é possível exculpar um fato ruim com um vínculo subjetivo que supomos veementemente existir, o que fazer com os fatos ruins? Nada? Nada.... Nada.
Passamos tanto tempo nos remoendo com más lembranças e as exculpando com teorias banais, que creio que esse tempo não seja equivalente com o que gastamos em comemorações e felicidades. Seria possível que a tristeza e a decepção geram mais temas e assuntos? Por que o ser humano se alimenta daquilo que não tem resposta? Por que não gastamos mais tempo comemorando a felicidade que conquistamos e que realmente merecemos?!
E sinceramente... Paro para pensar... Quem são as pessoas que realmente merecem os fatos? Tanto as alegrias como as tristezas? Acho que não cabe a ninguém julgar o merecimento de outrem. E se existe um grande juiz que brinca com nossas vidas como marionetes em um showzinho patético de roteiro montado, há algum sentido em criar tantas expectativas sobre este mundo? Há algum sentido em demonstrar virtudes em um lugar onde não há avaliação a cerca do grau de merecimento? Dizem que “aqui se faz, aqui se paga”.
Será?
A impunidade reina nesse mundo. E já não seria certo viver corretamente.


Friday, July 07, 2006

tempestadeautoexplicativa

Vasculhando um compartimento esquecido, encontro o tema de certas memórias (póstumas?).
Don't stray
Don't ever go away
I should be much to smart for this, You know it gets the better of me
Sometimes when you and I collide, I fall into an ocean of you
Pull me out in time, don't let me drown
Let me down, I say it's all because of you
And here I go losing my control
I'm practising your name so I can say it to your face
it doesn't seem right to look you in the eye and
let all the things you mean to me come tumbling out my mouth
Indeed it's time to tell you whyI say it'sInfinitely true
Say you'll stay
Don't come and go
Like you do
Sway my way
Yeah I need to know
All about you
And there's no cure, and no way to be sure, why everythings turned inside out
Instilling so much doubt
It makes me so tired, I feel so uninspired
My head is battling with my heart
My logic has been torn apart
And nowIt all turns sour, Come sweeten Every afternoon Say you'll stayDon't come and goLike you doSway my wayYeah I need to knowAll about you
Say you'll StayDon't come and goLike you doSway my wayYeah I need to knowAll about you
Its all because of youIts all because of you.
música de Bic Runga, cantora Neozelandeza que acho maravilhosa!
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Ahhhhhhrg!!

Tpm é a pior coisa!!! Aviso aos homens que, não, nós mulheres não gostamos desse período ridículo e sem utilidade, que nos deixa completamente vulneráveis e ao mesmo tempo inatingíveis pelo ódio alimentado contra o sexo oposto. Pra que serve a tpm? Pra que!? Só para deixar-nos completamente malucas! E deixar os outros confusos! E para acabar com o sentido de qualquer coisa que um diz se fez sensata! Aaaaaaaaaarhh!!!!

Não suporto a minha própria presença. Mas como diria uma comunidade infame no Orkut: “eu não consigo fugir de mim!!!” É, se alguém um dia conseguir... aí sim posso dizer que já vi de tudo nessa vida...

Mas enfim. Retomo ao meu pensamento inicial que me motiva a escrever em uma noite que desejaria gritar, matar e espancar qualquer coisa. (fase do ódio, caros amigos, cuidado!!!) Mas não é só de ódio que vive a nossa querida tpm. Entre outras milhares de mudanças de humor repentino, outra que se revela fortemente e em diversas ocasiões é a melancolia. Meeeeo Deus!! Ninguém merece.... é tanta melancolia, que me pego com a testa franzida, do além, e quando percebo há um nó em minha garganta. Que raios é isso!? Sim, é uma pequena e fracamente manifestada vontade de chorar. Como sou controlada é obvio que não debulho um fio de lágrima sequer. Mas, imagine se não fosse? Ia chorar em propagandas de margarina! (porque é claro que a querida tpm aguça nossa percepção de tudo de ruim que existe em si mesma: o cabelo, a espinha, as banhas que teimam em não entrar na sua blusinha nova, a falta de um namorado, ou o cara que não ligou – “justamente hoje! Grrr!! Será que ele sabia?! Aaah com certeza sabia!!! Ou será que é porque sou gorda?! É por isso que ele não ligou!? É sim. Tenho certeza de que é porque não sou gorda.”-, o esmalte que descascou, a gordura novamente, a altura, o nariz, as pernas, queria menos coxa, ninguém, me ama, ninguém me quer, e por aí vai..... Uma série de pensamentos caracterizados como incentivos ao suicídio! Mulher que nunca teve esses pensamentos que jogue a primeira pedra.

A melancolia atinge no fundo do poço. E além de buscar razões justificantes para este estado agonizante de vazio e inutilidade no nosso físico- que fica completamente distorcido, diga-se de passagem – buscamos no nosso intimo todos os fatos que ocasionariam essa lesiva condição sufocante. Vulneravelmente, abrimos gavetas de memórias que não gostaríamos de vasculhar. Assim, encontramos todas as respostas do por que estamos nos sentindo assim, como um dia fomos capazes de ter aquela conduta como certa, e geramos mais ódio na tentativa frustrada e infeliz de espantar a tristeza e parar de olhar para o comercial de margarina – nesta fase já querendo arremessar a televisão pela janela.


Mas no comercial de margarina, a aparente felicidade e amores perfeitos não é a questão que nos irrita. O que nos irrita nesses dias é o fato de atribuir a justificação desses sentimentos advindos de uma função orgânica natural da mulher, a dados passados que não condizem com nossa situação atual. Mas é muito mais fácil atribuir as agonias infundadas da tpm com algo fático, não é? Precisamos alimentar nosso vicio de justificar os sentimentos.

Sabe de uma coisa? Há sensações que dispensam descrição, comentários e principalmente justificações. E sabe de uma outra coisa senhorita tpm? O que aconteceu,aconteceu, e de nada adianta se remoer pelo leite derramado!! Óooo!! Dias dramáticos estes! Quem é mulher sabe do que estou falando. O importante é não deixar a lamuria tomar conta da vivacidade, e principalmente, que a senhorita tpm não perceba o que está conseguindo nos forçar a lembrar e a sentir.

Não quero mais pensar no que seria se tivesse sido diferente. Seria diferente ué! E tão somente isso. Avalorando meus sentimentos passado e meus conceitos inoportunos, que me proporcionaram situações de conforto e também de desespero. Mudo constantemente, mas por incrível que pareça procuro por algum tipo de estabilidade. Ainda não sei dizer referente à quê, mas que está difícil descobrir está. Principalmente quando estava procurando nos lugares errados... em pessoas que não qualificam-se a me dar o que preciso, o que mais preciso. Acho que antes de mais nada deva conhecer a si mesmo, ou no mínimo saber decidir o que se quer e por quanto tempo. É importante condicionar nossas ações fáticas à realidade que a vincula com outras realidades. Não se vive sozinho nesse mundo. E meu grito passado (e sufocado) de revolta é a falta de caráter e a ignorância das pessoas que esquecem de criar uma consideração com o próximo a quem por tempo (in)determinado se vinculou. Se avalorar meu passado é difícil, é porque a cada fase do mesmo eu agreguei tanto conteúdo, tanta importância...que torna-se complicado irrelevar esses fatos. Muito mais fácil é colocá-los na gaveta... Porém, existe sempre um período do mês que me pega de sobressalto, espiando minhas memórias tão bem escondidas....
Nunca estamos seguros de si. Nem em nossa própria companhia.



Sunday, July 02, 2006

aos amigos (?) queridos que teimo em ter

Então...

Algumas pessoas hoje em dia esqueceram do valor da amizade...
Acho tão estranho como um vínculo afetivo desse porte pode ser banalizado desta forma.
Mas enfim, cada um rege a sua vida com quer...

Mas creio que haverá sempre um momento de arrependimento. Pois tratar o outro com desdém, alguém com quem se compartilhava momentos e aventuras por tanto tempo, deve gerar uma margem de arrependimento e culpa, não?

Como se tem coragem hoje em dia, de olhar nos olhos daquele que sempre te fez bem e não retribuir o carinho ainda – ainda – remanescente? É uma tristeza como descartamos as pessoas. Seja pela distancia, pelo esquecimento, pela falta de contato, e pelo pior destes, pela arrogância e imaturidade.

Se existe alguma coisa de seu desagrado, fale agora ou cale-se para sempre. O seu calar implicará na minha ausência e consequentemente na minha falta.

Envergonho-me de ainda ter carinho por tais pessoas. Pois de que adianta você zelar pelo bem estar de seu amigo, se de revesgueio ele te deseja mal?
De que se vale uma amizade que só funciona quando se está triste e beirando a miséria?
Não quero um amigo que passe a mão na minha cabeça e me diga que tudo vai ficar bem. Não quero amigos que só consigam conversar comigo quando ocorrem desgraças, ou quando perdi as esperanças. Não quero amigos que se aprofundam na analise voraz de minhas decepções para arrancar qualquer pedacinho de informação que se torne útil na montagem de uma historinha dissimulada, espalhando algo que não é o que realmente quis.

Quero amigos que me puxem do buraco que me enterro. Quero amigos que me façam rir quando estou pra baixo, e que me façam esquecer de problemas que dispensam póstumas analises. Quero amigos que vibrem pela minha alegria com a mesma intensidade que estes supostos amigos vibram quando não consigo levantar a cabeça, e insistentemente me convencem de que dias melhores virão. E se eu quiser vivê-los agorinha? Não irão me ajudar a conquistar essa felicidade? Por que é importante que meu mundo desabe para que vocês apareçam supostamente imperiais e existenciais. Olhem para mim agora, se estou feliz ou pelo menos seguindo em frente, quero dividir minha felicidade. Mas vocês parecem não querer absorver contentamentos...
Quero amigos que não fiquem dando pitis, e desistam de conversar comigo porque já não conseguem mais evitar uma explicação plausível de suposto afastamento.
Não especulo mais o que ocorre. Mas acredito ser uma pena e uma grande decepção acreditar nas pessoas com tanto ardor e vê-las se transformar em pó diante dos olhos.
Que sejam guardadas com carinho em minha caixinha de lembranças. Nada em minha vida é passageiro. Nada. Tudo se guarda. E sempre se guarda com carinho. Até mesmo o que já não merece mais....