a fortiori
Um novo começo. Novos receios e milhares de medos se multiplicam! Não se sana um problema quando se chega a um novo estágio.
Hipóteses e somas duvidosas. Ainda mais medo do que outrora quando o destino falido era inevitável. Chega a ser irônico e ridículo. Mas a verdade não é clara assim tão cedo. Espera-se pelo tempo, que sane meus receios. Mas esse tempo não curaria minhas duvidas, que se reproduzem inevitavelmente e velozmente.
Sigo, sigo em frente. Alguns passos para trás de vez em quando. E se não sentir mais a companhia que supostamente me permeia, me faltaria o chão. E de tudo me desprenderia. De tudo me soltaria. A única coisa que não quero carregar comigo são traços de arrependimento, já experimentados antes, e que ainda me deixam com gosto amargo ao serem lembrados. Algo que reparo é como a vida é curta, e como o tempo passa. Quase nos atropela, imputando a nós coisas que nem percebemos deixar no ar. O tempo passa veloz e já não sei mais minhas preferenciais. Se a vida é feita de escolhas, quero acertar, para não perder tempo, e para que este não me devolva com amargura resquícios do que poderia ter sido e dos erros passados. Tudo deve ter uma tentativa. Mas não se insiste muito tempo no que não se parece certeiro.
Leve, solta. Presa e atada.
Preste atenção nos meus anseios. Eles carregam minha mente para longe da realidade. Destorcem meus proprios sentimentos e convencimentos. As sensações que me permeiam são frutos de ilusões passageiras. Mas se não sopra essa brisa de poeiras insandecidas para longe de mim, o que sobra é a corrente a ti contrária, e a posto, o teu fim.
Não clamo por eternidade. Não me sobreponho a planos futuros. Mas espero mais do que o pouco. E o fundo depois do razo. Toalhas retorcidas preenchem meu varal. Já não penso em pendurar mais nada em minha linha. Desde que esta, não despenque com todo o resto...
:ela se sente só. mas nunca só se está bem. pensamentos confusos, desequilíbrio da mente. a coerência se afasta, o amor se afasta. a alegria se desmancha. lhe resta a piedade, olhares de compaixão, que inconscientemente ela chama de um "gesto afetivo". não há afeição. não há sentimento no mundo que substitua a dor imensa do abandono, do vazio da solidão. sentimento sufocante que ela faz questão de manter corroendo-a por dentro, de nunca transparecer. ::::a fraqueza dos fortes é o próprio medo da fraqueza:::: mas a revelação não é tardia. e não precisa ser vista. basta senti-la, como um cheiro podre. podridão exalada de seus poros, por cada dia que você não chorou. por cada dia que você não revelou, não desabafou. Isso, mantenha tudo aí. ninguém precisa saber mesmo. Ninguém quer saber. Ninguém quer saber de Você. e de tudo o que você tem a oferecer.
que eu quero sentiro teu corpo pesando sobre o meu
me abraça devagar,me beija e me faz esquecer...
Marisa Monte, bem que se quis,
E bem que se quis mesmo. E que ainda quisesse...
Sensções. Não sei o que me causam as sensações. Por isso não sei bem o que eu busco. Ou fico frustrada quando não me reponde aquilo que espero ouvir...
Por que ainda sinto um vazio? Constante, angustiante... ainda está aqui a me atormentar. A me dizer todos os dias o quanto sou insignificante. Que não importo muito na vida de quem eu mais quero. Que tudo o que faço é inútil. Sou inútil. Gestos em vão. Menssagens em vão. Afeto desperdiçado...
Perco a paciência. Lembro de quantas vezes já não vivi para o amanhã, pensando em receber agrados e afagos. Não se recebe. E o vazio se alimenta da coleção de frustrações e arrpendimentos. E ainda não sei o que estoou fazendo. Pra que lado estou andando ou com quem estou traçando meus projetos... não sei em quem devo confiar palavras, confiar gestos. Confiar emoções. Confiar. Duvido até mesmo de minha própria sombra. Mas dela não posso me desfazer... e dos demais? Dispenso aquilo que não mais se apresenta vistoso... que não mais me conforta. Por que não em confortas? Ainda encontro o sofá da sala e suas almofadas frias. Uma cama sem nada a me esperar. Tomo um chá quente e durmo com meus pensamentos. Espero que o dia amanheça e encontre braços quem me amparem. Braços, conforto e de um carinho, de uma segurança. Não me existe segurança. Um dia quero muito no outro já nem me importa... e de que adianta o simples afirmar de um amor se o gestos são uma contínua lacuna? De que adianta eu aqui versando palavras do que nem sei sentir... e nem sei sentir, só doer.
Falta romantismo em minha vida. Falta romantismo na própria vida. Aliás, acho que isso já nem existe mais...