Refletindo sobre o que não queremos mais
Já pensei em mil maneiras de tentar fazer a ilusão tornar-se verdadeira
Mas o espelho da alma não reflete apenas o que buscamos intimamente
Mas também as marcas profundas de decepções e o gosto amargo do passado.
Se de contentamento se faz meu suposto futuro, e de alegrias se alimenta a alma, o que mais além de torcer pelo bem, posso fazer para atingir minha meta?
Se sei que meu bem não é maior do que o que um dia desejei, porque com tanto desgosto de sua lembrança, ainda atormenta-me o pensar e o pesar que tem sobre mim? A inclusão putativa e a exclusão que me forço a realizar são tão antagônicas quanto o que sinto racional e emocionalmente.
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Mas o espelho da alma não reflete apenas o que buscamos intimamente
Mas também as marcas profundas de decepções e o gosto amargo do passado.
Se de contentamento se faz meu suposto futuro, e de alegrias se alimenta a alma, o que mais além de torcer pelo bem, posso fazer para atingir minha meta?
Se sei que meu bem não é maior do que o que um dia desejei, porque com tanto desgosto de sua lembrança, ainda atormenta-me o pensar e o pesar que tem sobre mim? A inclusão putativa e a exclusão que me forço a realizar são tão antagônicas quanto o que sinto racional e emocionalmente.
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Refletindo sobre o que não queremos mais
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Refletindo sobre o que não queremos mais, mas que um dia tivemos como um todo, marcante e imponente. A partir de qual momento podemos dizer que não queremos mais aquilo que outrora vigorosamente desejávamos? E, em qual parte estaria o arrependimento do desejo ou do impulso?
Neste assunto, creio que tudo se confunde e ao mesmo tempo, nada se completa.
Mas como já devo ter comentado em textos anteriores, não gosto de analisar o problema. Não creio que a solução venha quando tentamos a todo custo se embrenhar cada vez mais no emaranhado de nós e laços funestos. Ainda assim, contrariando essas disposições, encontro-me ponderando a cerca de assuntos sem fim e mal começados, se possível arriscar dizer que talvez tivessem começado. Quando é tudo tão confuso que o borrão da mente se espalha para outras funções, não se encontra explicação plausível a não ser fora da razão. Entramos no plano da loucura, da dissimulação exacerbada.
O devaneio que discurso aqui se faz pomposo, pois perante o papel traçam-se letras aceleradas que a mente cospe insatisfeita. Ainda busco explicações palpáveis, pois afinal de contas, o empirismo ainda é marcante na atualidade. Porém não encontro nada além da distância da razão. A incoerência com que se formam as possíveis respostas é tão atopetada de tolices que abandono qualquer preceito de base que sempre tivera.
Como algumas coisas podem ser inexplicáveis? A partir daí que volto os olhos para outro mundo. Outra parte do ser. Viver somente nessa dimensão palpável é insuficiente como razão satisfatória da existência. Creio que devemos sempre buscar profundamente a nossa loucura, mudar de plano por alguns momentos e encontrar algumas respostas no devaneio da mente dissimulada, pois só esta consegue traçar algum meio de explicação ou quem sabe a dica da resposta que por vezes nos encontramos por apresentar perguntas.
Proposta: deixe a razão de lado por alguns momentos. Deixe seus preceitos e suas crenças mais respeitadas. Não, não as mude. O que é de tua base, te fundamenta. Mas busque outros parâmetros existenciais que estão na sua essência, no que tua alma exala e que não percebes neste mundo, pois não se trata de algo empiricamente explanado. E nem deveria.
Se nada disso fez sentido, ótimo. Atingi meu propósito de escrever sem um pensamento fixo sequer. Tantas coisas passaram pela minha mente agora, que impossível seria versá-las num papel. Mais fácil seria passar um filme de imagens e flashes de acontecimentos, alguns importantes, outros não, mas que passaram por aqui agora. E isso não acontece com todos quando estamos tarde da noite, depois de um exaustivo dia, ponderando, refletindo? Memórias, memórias... o que seria da vida sem as memórias....

