a fortiori
Rachaduras no espelho
Uma sombra em vão
Passo despercebida.
Passo sob olhos de quem não desejo ver...
No mapa de meu conceito soberbo, uma marca d’água.
Olhos que refletem mais que o céu e as estrelas
Escorrem pausadamente.
Nem um som.
Nem um som mais além daquele que espera ouvir...
Nem um som....
Ainda só quando bem acompanhada? Ainda vazia quando repleta? Ainda insatisfeita quando plenamente realizada? Se não é aberta a tranca que esconde meus verdadeiros desejos, nada nesse mundo me basta. Se não conhece nem suas bases, não poderia contentar-se com os apoios. Apoios. São só meros apoios... Sufocados pelo peso que carrega... fraqueja sem conseguir chegar ao alto.ç e a montanha parece longe demais... longe demais...
Tão cansada da presença de mim mesma que descarto meus pensamentos vazios...Transbordam em abismos imensos, que lapidam uma insanidade inconsistente e latente.
Desperta em mim o desejo pelo que não sei, por um amanhã, por uma novidade que mude os rumos não traçados de minha vida. Como poder mudar o que nem está pronto ainda? Tão cheia de mim, tão vazia por dentro. O nada exala de meus poros. Transpiro a inutilidade que me preenche. E se de nada adianta suspirar estas tormentas, calo e me encolho. Encoberta de mim e acompanhada de um vazio efêmero...