a fortiori

Friday, August 18, 2006

no deserto de areias finas...

Quando se imagina longe da tormenta, mais uma onda nos atinge.

Seria fraqueza ou a tempestade que é realmente muito forte?

E aonde estariam os seus substitutos?

Todos náufragos, e a quem já nem desejo mais lançar uma bóia de salvação. Os observo em um mar revolto indo cada vez mais longe, agitando os braços, acenando e clamando-me por um meio de retorno. Não mais desejo lançar-me neste oceano trubulento. Nem mesmo em sua calmaria para reencontrar os mesmos náufragos ou os que possuem um diferencial não suficientemente consubstancioso. Virando de costas aos efêmeros, encontro a minha frente uma paisagem que nunca desejaria a tempos remotos. Um deserto misterioso e completamente vazio. Nada ergiudo. Nada construído. Ninguém precisando de minha ajuda. Ninguém a quem eu possa salvar. Ninguém que no meio do caminho que possa vir a me salvar, a dar-me a mão quando meus longos passos parecerem inúteis e cansados. Nada além de areia seca e fina, que escorrega sob meus pés e espalha-se modificando o terreno por onde passo.
Ouço os gritos constantes de meus náufragos abandonados. A hora é agora. Alguns passos para trás e permaneço. Retornarei com alguns marinheiros para o barco e navegarei as ondas turbulentas rumo ao horizonte fático e previamente traçado a minha frente. Destino consumado e previsível, ainda que com seus detalhes ocutos. Deste destino azulado, embebedado de marinheiros e salvamentos, apoios e descansos, já não sinto a impetuosa vontade de conhecer e desvendar seus mistérios pequeninos.
Ainda sem olhar para traz, com o deserto em minha frente. Penso em tudo o que o lado contrario teria a me dar. A previsibilidade. O azul incansável. As águas com o brilho prateado do sol. A calmaria. A segurança. E meus náufragos a nadar, clamando-me.
A brisa traz aos meus cabelos o pó seco da areia. Meu deserto me espera. O gosto amargo de seu total vazio e abiguidade é muito mais curioso e projétil que o real cheiro de gosto do mar. O vazio de meu deserto se realizará em conquistas. Seria eu capaz de construir um mundo novo neste lado seco e completamente só?

Passos. Passos.
Longos passos. E corro.
E os meus náufragos ficam para traz. E não mais lhes confino a esperança de meu retorno. Pois a mim mesma não confiaria em retornar.
Se o doce se tornou amargo por duas vezes...talvez o certo seja buscar novos sabores em terras distantes e montanhosas. Novas conquistas com muito mais suor. Conquistar o inimaginável e tornar-se o imponderável.

umbanhodejasmimpravocê,destavez

Um banho de jasmim lavaria a alma de quem quer que fosse.
A minha por mais lavada que esteja é perturbada por essências alheias.
Pessoas intermitentes que permeiam minha nula existência me afetam de tal maneira que já não sei se foram elas capazes de mudar o curso dos acontecimentos durante este ano.
Mentiras! Mentiras!!
Quanta calúnia foi parar em torno de tantas pessoas que eu sempre me dei bem. Minha imagem agora é destruída por palavras sólidas e frias de um ser que nunca atribui algum mal.
Acredito em não mais acreditar
Acredito em não mais permitir que a opinião alheia finque suas raízes lapsas em minha capacidade critica de opinar por si só.
Acredito que a essência que as pessoas exalam deve ser a verdadeira manifestação de sue eu e de seus desejos. Minha percepção do invisível e a absorção de sensações é o que me estimula a i em frente. Pois aqueles que pensam assim, que percebem assim, não acreditarão no que os ouvidos ouvem ultimamente. Aqueles que conviveram comigo por curto ou longo prazo, que lembrem-se de meu comportamento e da sensação que lhe transmitia. E pondere se os ouvidos condizem com o coração.

Friday, August 11, 2006

perca as ilusões, meu bem

Meeeeeeeeeooo!!!

Sabe o q é ficar puuuuuuuuttaaaa da cara?!!?
Sabe?!!?
Detesto falsas promessas!! Aai como detesto!
Detesto expectativas ilusórias!
Detesto a estúpida combinação entre o pretencionismo exacerbado e a incapicidade de amplitude interna.
Destesto falta de conteúdo e palavrinhas que não resolvem conflitos aparentemente fáceis.
Detesto a convicção que certas pessoas tem a respeito de si mesmas, e principalmente a respeito das necessidades alheias.
Não sei por que ainda insisto neste mundo cheio de pessoas de pouca bagagem, que não em acrescentam mais nem menos.
Regressão mundana. Absorver os conteúdos externos chega a ser ignorante.
E o que discorro aqui não se aplica só a você que sei que muitas vezes passeia com os olhos entre minhas palavras e as julga incompreensíveis. Aplica-se a tantas e tantas pessoas que de passagem efêmera em minha vida, permanecem hoje como espinhos de ferida aberta, por terem fincado em mim a incapacidade e a ignorância que os preenche vaziamente.
Tenha mais vontade de crescimento interno. Já que no mundo lá fora você não agrega valores convincentes.
Não se julgue superior. Sempre haverá aquele que te desbanca um dia.
As mascaras caem lentamente.
Talvez este ano seja de descobertas. Só espero que a cada tombo eu levante mais forte e mais sábia. Para não permitir a entrada de certas pessoas em minha vida e sua interferência direta em minha alma.
De nada bastaria lembrar os bons momentos, se agora só há tortura do mal que você assola.

Mas retornando as primeiras linhas ( acabei desvirtuando um assunto já dissipado de suas possíveis virtudes), estou muito decepcionada e puuuta da cara mesmo!

Lição do dia, meu bem: não prometa o que não pode cumprir. Nunca.
É preferível que se julgue um incapaz, um fraco, pois ao realizar uma tarefa os aplausos e o brilho serão maiores. Agora, se já se lança na luz, e promete-me coisas, ao falhar.... não lhe resta nem a migalha.
Nunca realize falsas acepções.
As mascaras caem. As pessoas não são mais do que aquilo que realmente são. Conheça-te a ti mesmo antes de falar de si com tanta importância e veemência.
A verdade não lhe tem sido muito oportuna não é, meu bem?

Sunday, August 06, 2006

velhas e novas estações.

Os desejos permanecem tão somente na extensão de um momento. De uma fase. Se nada mais é igual, o desejo simplesmente esfarela-se perante os olhos.
Engraçado comparar o que era antes e o que se nota agora. As coisas mudam tanto que tudo o que não bastava, hoje não se compara. E o que mais incomodava, hoje é indiferente.
Percepções em um lapso de minuto, quando olhamos em volta e não mais nos sentimos em casa. É possível desdenhar quem mais se admirava? Com tanta força e veemência? É. Assim como não permanecemos, os outros não permanecem. E tudo aquilo que montava um conjunto já se vê perdido no espaço. Espaço que durante o tempo se alargou e conseguiu desagregar as coisas notáveis. Espaço em que nem o tempo nem a vontade retomariam. E espaço, que enquanto estava sendo formado nada se entendia, e hoje se agradece pelas novas concepções de que um passado julgado tão imponente hoje é meramente impotente. A impotência de atos e a inconformância de outros são conseqüências de escolhas próprias, como já mencionei anteriormente. Ainda não possuo a capacidade de enxergar tais escolhas. Mas as conseqüências são notáveis. Talvez não sejam as minhas escolhas que tornem isso mais fácil hoje, e mais solto. Tão mais fácil de deixar esvaecer. Tudo o que era e que se agregava memorável, torna-se água e escorre entre as mãos. E a vontade já não mais é a de recuperar as pequenas gotas e sim de deixa-las perderem-se num abismo onde não se poderia visita-las. Agradeça a tudo que viveu e passou. Mas não agregue muitos valores. Pois como disse, as pessoas mudam. E talvez na nova essência que carregam, já não seja nem uma obrigação póstuma tentar admira-las e muito menos conformar-se em um esforço para preservar sua presença. Talvez, quando já não se sente nenhuma afinidade, é melhor deixar partir e confina-las ao passado. E que este, muitas vezes não deva nem mesmo ser visitado de estação em estação.
As folhas caem. As folhas sobem ao vento no quintal. E agradeço a brisa por trazer consigo folhas novas de primavera, iluminando um pátio escuro que recolhe as velharias do inverno passado. Quem sabe a estação que esteja mudando seja só minha. E sei que será muito mais proveitosa do que as que permiti outrora, dando vazão e razão as primaveras alheias a florescerem sem considerar a minha própria, gritando sufocada por um espaço ao sol...

Saturday, August 05, 2006

Escolhas...

A vida segue mesmo pelo rumo do que escolhemos?
Damos o molde e a força motivadora de impulsos de atos que não são de nossa natureza?
Imputamos a culpabilidade e a responsabilidade de atos q cometemos e que não condizem com nossas virtudes a outras pessoas.
Mas não seria a vida uma realização de escolhas?
Tudo o que fizemos e fomos perante pessoas e situações. Personagens em placo. Secundários em pleno cenário... Escolhas e decisões? Talvez não parecessem no momento. Seguindo o fluxo de acontecimentos talvez...
Mas creio que a frase é dotada de verdade. Fizemos o que escolhemos. Atuamos em nosso e no teatro de outrem porque queríamos assim. E o príncipe se faz sapo, a adormecida não levanta mais. Quem fez as escolhas certas e erradas definiu o final que não esperava. Às vezes escrevemos certeiramente o desfecho. E por escolhas, a escrita se dissolve. Palavras mortas imputadas a vida, com acontecimentos anônimos que perimitimos cometer, desviando-se do rumo que desejamos.
Por que agimos catastroficamente sem percebem o mal que carregamos consigo mesmos?
A mente humana é muito tola e falha. Confiança e respeito são as coisas mais difíceis de conquistar e manter. Nada existe sem o respeito. Ele não só agrega valores de suma relevância, mas limita as atitudes como nunca.
Mas o mais imperdoável é a falta que cometemos conosco. O desrespeito com a própria pessoa. Somos personagens de nossa estória, onde quem comanda a pena e seus sucessivos mergulhos ao tinteiro somos nós. Se fizemos ou deixamos de fazer, muitos são os motivos de nossa exculpação. Mas no fundo sabemos a verdade: se quis assim, desejo interno manifestado. A imputabilidade de nossas ações somente condiz a nos mesmos. Nunca culpe o outro por suas falhas e por ter saído da rota de seu plano perfeito. As pessoas mudam, conceitos mudam. E o plano, principalmente o mais certeiro, muda. Muda.
Voltar atrás é impossível. Há de existir no mundo alguém, que em um futuro não muito distante (por favor) seja capaz de voltar no tempo e viver não só os momentos felizes, mas de transformar os dotados de lamentação posterior. A lamentação se arrasta pela vida e carrega consigo muita coisa que nos poderia ser proveitosa.
Não permita que o tempo apague suas lembranças. E não permita que a imputabilidade seja passada adiante. Assuma seus comprometimentos. Reconheça suas atitudes. E acima de tudo saiba que o que aconteceu foi desejo e criação sua. Seja o dono do mundo que desenha para si. Olhos únicos. E o mundo é seu.

Thursday, August 03, 2006

..::Mudanças::..

Ando sem inspirações para escrever. Talvez seja devido ao desprendimento forte que me permiti a ter de algumas pessoas influentes em minha vida. O que acontece quando olhamos a nossa volta e percebemos que algo não está certo? Que o mundo construido ao nosso redor não é o que nos sentimos inseridos? Engraçado o momento em que percebemos que a imagem do quadro posto a nossa frente está distorcida, e que fomos nós mesmos que utilizamos as tintas e as colocamos na tela. Na hora de emoldurar... Não faz sentido.
Construir um lar não é apenas a materialização de objetos e a escolha de um local. É encontrar as peças que juntas nos fazem sentir em casa. É tão bom encontrar pessoas e lugares em que basta um suspiro de descanso, um olhar doce de contemplação e um abraço aconchegante pelo vento que nos sintamos pertencentes àquilo tudo. E que aquilo tudo que descobrimos é parte de algo maior ainda, que ainda está por vir e que com certeza é o que está escrito para nós.
Lugares e pessoas assim são raros. E existem muitos mascarados passando-se por eles. A acomodação é um grande empecilho. Logo ao primeiro suspiro de satisfação vem o segundo, e se este já não lhe parece ser tão proveitoso quanto o anterior, saiba que não há tempo para acomodar-se e esperar que a onda de calor e sentimento de pertencer retorne. Os lugares mudam, as pessoas mudam, e nós mesmos somos sujeitos e capacitados a promover mudanças.
E por que as coisas mudam?
Algumas coisas que não gostaríamos que se sujeitassem as mudanças acabam transformando-se perante os olhos. A culpa muitas vezes é imputada aos outros. Mas acredito que a maior mudança de todas somos nós mesmos que realizamos. Mudamos o nosso ponto de vista, nosso ângulo de satisfação e de presença. Mudamos nossa caracterização conceitual, nossos preceitos. E realizamos a transformação sem perceber por onde e como ela se fez. Podemos regredir, podemos evoluir, podemos estancar, aumentar preceitos, agregar conceitos, subtrair pensamentos e ponderações. Mas tudo não passa de uma ilusão mental a cerca de nosso objeto de satisfação, que deixa de nos satisfazer.
Quando temos tarefas importantes a enfrentar, que desde o inicio agregamos valor negativo, estufamos o peito e seguimos em frente. Mas se tudo se inicia com um conceito negativo, este é o mais difícil de transformar, e as mudanças ocorridas ilusões mentais intencionais manipuladas pelo próprio desejo de regressão e de crer que tudo antes era melhor, muitas vezes por ser mais fácil e favorável, mostra uma realidade conturbada onde o desejo de evasão é constante e sempre presente.
Não torne seus dias sombrios e tendencialmente bucólicos. A negatividade é extremamente poderosa. Acredite que a sua força de vontade pode e impulsiona as mudanças. “Quando você quer muito uma coisa, você consegue.” Basta ter certeza do que quer, visualizar-se inserido na sua mudança positiva, e um caminho se abre, cabendo a você segui-lo sem saber ao certo aonde irá te levar, ou permanecer estanque na sua mudança repentina que não mais lhe satisfaz, se é que um dia lhe satisfez.
Condicione sua razão de ser à motivação que te impulsiona para um futuro melhor e desejado. Viva em paz com as transformações que permitiu e com as que sabe que estão ocorrendo. O poder de moldá-las a seu favor a seu. O poder de freiá-las é seu. O poder de permitir seu rumo desgovernado é seu.